Google
Mostrar mensagens com a etiqueta História. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta História. Mostrar todas as mensagens

TERTÚLIA MONÁSTICA EM S.JOÃO DE TAROUCA

No próximo dia 16 de julho, o Mosteiro de S.João de Tarouca recebe a Tertúlia Monástica. Com início marcado para as 18h30, tem como mote a presença de louças dos séculos XV ao XIX, remetendo-nos, desta forma, para a presença da Europa no Mosteiro de S.João de Tarouca. Serão, portanto, abordados diferentes temas que nos “transportam” para os tempos em que os Monges de Cister actuavam no Mosteiro de S. João de Tarouca.
A tertúlia, que terá como oradora a Dra. Ana Sampaio e Castro, está aberta a toda a população e a entrada é livre.

Vale do Varosa com Sala Temática no Museu de Lamego

O Vale do Varosa está a partir do dia 18 de abril no Museu de Lamego, com uma Sala Temática onde assumem particular relevância os Mosteiros cistercienses de S. João de Tarouca, Santa Maria de Salzedas e o Convento de Santo António de Ferreirim e a que se juntam, pela primeira vez, a Ponte e Torre da Ucanha, Capela de S. Pedro de Balsemão e Casa do Paço. A iniciativa assinala o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.
Com inauguração marcada para as 18h00, a Sala Temática Vale do Varosa, que resulta de uma parceria com o Município de Tarouca, pretende divulgar no Museu de Lamego um património ímpar, que se desenvolve ao longo do rio Varosa e que abrange os concelhos de Lamego e Tarouca, agregado numa rede de estruturas de elevado interesse turístico e cultural.
Potencializar o desenvolvimento turístico da região é, exatamente, um dos grandes objetivos da presença deste espaço no Museu de Lamego, recordando a ligação geográfica ao Douro, mas, mais que isso, a ligação histórica à região Património Mundial da Humanidade que os cistercienses, em particular, ajudaram a construir ao longo dos séculos.
Nesta inauguração, destaque ainda para a recente entrada no “Vale do Varosa” da Ponte e Torre da Ucanha (Tarouca), da Casa do Paço (Dalvares) e da Capela de São Pedro de Balsemão (Lamego), indo assim ao encontro dos objetivos estabelecidos pelo projeto desde 2009, que pretendia, a médio prazo, poder vir a integrar, progressivamente, outros imóveis, de modo a potencializar a valorização do conjunto e, consequentemente, do Vale do Varosa enquanto território histórico.
Com um número agora mais alargado de monumentos, a Sala Temática do Vale do Varosa pretende assim, além de divulgar a região, aumentar o fluxo turístico ao território, alargando as rotas aos monumentos do projeto, a partir da monumental cidade de Lamego e, em particular, a partir do Museu de Lamego, onde 0 visitante contacta desde logo com a amplitude do território, através de imagens, mapas, texto, filmes.
A Sala Temática do Vale do Varosa é uma iniciativa do Museu de Lamego, com o patrocínio do Município de Tarouca e apoio da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego.

Tarouca recebeu Projeto HISTCAPE


A Direção Regional de Cultura do Norte promoveu, de 24 a 27 de março, o Projeto HISTCAPE, Historical Assets and Related Landscape, que reuniu onze parceiros internacionais de vários países da União Europeia.
O último dia de trabalho teve como cenário o Vale do Varosa. Logo pela manhã, a equipa de trabalho reuniu-se no Auditório do Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, para uma conferência, à qual se seguiu um conjunto de visitas guiadas à Torre e Ponte Fortificada da Ucanha e ao Mosteiro de S. João de Tarouca. O almoço teve lugar na histórica e emblemática Casa do Paço, em Dalvares.
Atento à importância que esta iniciativa assume para a região e sobretudo para o concelho, o Município de Tarouca assumiu-se como um parceiro estratégico para a concretização do programa previsto, tendo uma equipa de técnicos da autarquia acompanhada por membros do executivo, conduzido a comitiva durante todo o tempo passado em Tarouca.
O Projeto HISTCAPE abrange a definição de recomendações políticas e estratégicas que possam ser adoptadas pelos agentes responsáveis pela salvaguarda e conservação do património cultural e pelo desenvolvimento regional, bem como identificar e desenvolver instrumentos que garantam uma gestão sustentada da paisagem e a preservação de pequenos centros históricos em áreas rurais da Europa.
À despedida, foi notável o agrado e o espanto de todos que, entusiasticamente, testemunharam a riqueza patrimonial e paisagística de Tarouca, prometendo voltar novamente.

Antigo celeiro do Mosteiro de São João de Tarouca está a ser recuperado


Arrancou a recuperação do espaço que vai receber o futuro Centro Interpretativo do Mosteiro de São João de Tarouca. A obra na Casa da Tulha, antigo celeiro monástico, irá possibilitar a abertura em pleno da área arqueológica já musealizada.
Parte integrante do complexo monástico, a Casa da Tulha, datada de 1787, é composta por três pisos, o que faz desta dependência uma das maiores do género em Portugal.
Além do Centro Interpretativo, que permitirá aos visitantes observar a reconstituição em três dimensões do edificado que outrora o Mosteiro de São João de Tarouca foi, acolherá também a receção, loja e auditório.
(Fonte: Vale do Varosa)

500 ANOS DA ATRIBUIÇÃO DO FORAL DE TAROUCA

Foto


1.1-A EXPOSIÇÃO SCRIPTORIUM (27/fev)

Escola Dr José Leite de Vasconcelos - Tarouca- leva a efeito a exposição "Sriptorium", comemorativa dos 500 anos do Foral de Tarouca.
Esta exposição cuja apresentação pública ocorre em 27 de fevereiro de 2014, pelas 12 horas, estará patente ao público até 14 de março próximo.

1.2-RECRIAÇÃO HISTÓRICA (2 de março)

A 2 de março, já no próximo domingo, iremos celebrar os 500 anos de atribuição da Carta de Foral a Tarouca. Pela força histórica e identitária que esta data representa para o Concelho de Tarouca, não a podíamos deixar passar em vão. A Carta de Foral de Tarouca foi atribuída em 27 de fevereiro de 1514.

Para evocar o espírito histórico e retratar o quão, à época, era importante a atribuição de tal privilégio, vai o Município de Tarouca promover, no referido dia 2 de março, uma recriação histórica na nossa zona antiga de Tarouca, mais concretamente junto à Igreja Matriz, nas Praças do Ultramar e 25 de Abril.

Vamos recuar até 1514 onde se vivenciarão vários episódios da época, enquadrados, ordinariamente, na moldura de um mercado quinhentista, onde serão envolvidos, numa abordagem interativa, a população e os visitantes. Pelo recinto, que servirá de cenário, serão colocados elementos decorativos e de ambientação, com animadores de rua e encenação da atribuição do foral.

2-DESFILE DE CARNAVAL

O Desfile de Carnaval, a realizar no dia 28 de fevereiro pelos alunos do Agrupamento de Escolas de Tarouca,  tem como tema a atribuição da Carta Foral a Tarouca por D. Manuel I. As  crianças e os jovens  estão com vontade de participar e certamente que o Desfile os valorizará cultural e historicamente.

2.1-Além deste defile de carnaval outros irão certamente ocorrer, mas em dia e hora que ainda não sabemos!Aguardemos...


(Fonte: Taroucando)

Município de Tarouca: Tarouca celebra os 500 anos de atribuição da Carta de Foral.







Foi em 1514 que D. Manuel I concedeu Carta de Foral ao Concelho de Tarouca.
A 28 de fevereiro realizar-se-á o Cortejo de Carnaval pelas escolas do concelho onde se fará uma recriação de época, com o intuito de reforçar a identidade local e de envolver todos os agentes educativos na dinamização de uma iniciativa que assinala tão importante data para o Concelho de Tarouca.
Para assinalar tão importante efeméride, o Município de Tarouca irá promover, ao longo do ano, várias iniciativas culturais e artísticas.
No dia 2 de março, na Praça 25 de Abril, junto à Igreja Matriz de Tarouca, desenrolar-se-á a recriação histórica da atribuição da Carta de Foral a Tarouca, por D. Manuel I. Os cheiros, a música e o reboliço da época preencherão c centro histórico de Tarouca, transportando os presentes no espaço e no tempo.

PROGRAMA
15h00 Abertura do Mercado Medieval
15h30 Cortejo – animação de rua
16h00 Chegada de D. Manuel I – Atribuição da Carta de Foral

A Carta de Foral é o documento que fundava um novo concelho no qual se estabelecia a sua área e os direitos e deveres dos habitantes, chamados vizinhos. Era concedida pelo rei ou por um senhor nobre ou clérigo.
Participe nesta viagem no tempo e na História!

Em Salzedas

Vale a pena seguir viagem para visitar a Igreja Matriz e o Mosteiro de Salzedas. A beleza da História e a beleza do lugar são ali unas
Tem a ver com a ideia de cultura, a que passa pela viagem, pela visita a um monumento, pela contemplação. Hoje, proponho o séc. XII, muito vizinho de Lamego e de Tarouca; numa das terras tinha eu uma livraria que, no final da adolescência, era assaltada todos os trimestres com a finalidade de pesquisar raridades (de romances dos anos 60, monografias, história, "assuntos locais"); na outra, Tarouca, o prazer de ver as casas e os muros velhos, aquela transição entre o Douro e a Beira com solares e miradouros nos vales onde chegavam as vinhas e o perfume do rio.
O CENTRO DO POLÍGONO
As estradas a partir de Lamego e Tarouca levaram-me, no ano passado, a uma das raridades da região – varandas sobre o vale, descendo sempre entre vinhas e olivais, entre restos de azinho e nevoeiros que pertencem à margem esquerda do Douro, a mais fria. Se desenharmos um polígono cujos vértices são Lamego, Tarouca, Moimenta, Tabuaço e Armamar, então Salzedas é uma espécie de centro nevrálgico da região, um marco geodésico de baixa altitude, rodeado de estradas secundárias que, ora descem para o Douro, ora sobem para as serras, com perdão dos vales do Távora e do Varosa.
É por aí que se chega a Salzedas, e a visão, ao longe, se for crepuscular (como foi da primeira vez que estive em visita), é também de primeira grandeza: dois monumentos cuja dimensão nunca se suspeita. O primeiro deles é a Igreja Matriz de Salzedas, com uma nave central espantosa e vestígios de reconstruções seculares, aguardando recuperação algumas delas (o responsável pela paróquia, o padre António José Seixeira, será um digno guia e explicará por que estão ali sepultados os primeiros condes de Marialva); o segundo é o Mosteiro de Salzedas, uma construção sem o desejo de grandiloquência do séc. XVIII, presente na Matriz, ao lado – em cujo interior os claustros, as escadarias e os labirintos de pedra nos reenviam a meados do séc. XII.
A história de Salzedas e do seu mosteiro cisterciense cruza-se com a de toda a região, como lugar de repouso, de refúgio ou de contemplação, coisa que desde o séc. X nos permite falar de um eremitério naquelas encostas cuja genealogia nos leva ao primeiro rei. O mosteiro, agora aberto ao público, é mais do que uma obra de arquitectura religiosa – ele obriga-nos a repensar a relação entre a arquitectura e o espaço, entre o poder e a geografia, entre o céu e a terra.
A primeira vez que visitei Salzedas impressionou-me pela abundância de espaço, pela escuridão dos claustros, tanto como pela beleza que acompanhará o visitante que tiver a sorte de uma tarde de sol no gigantesco terraço. No interior, primitivos portugueses (a escola de Grão Vasco com algum do seu esplendor), ourivesaria que atravessou o tempo, arqueologia local, um enquadramento museológico tão simples e rudimentar como belo. Que o lugar de Salzedas tenha abundância de registos (romanos, lusitanos, suevos, visigóticos, muçulmanos e judaicos), acaba por ser um pormenor diante da grandiosidade do seu isolamento. 
Local: Mosteiro de Salzedas (Tarouca) gps 41º3’16"N, 7º43’32"W
 As escolhas de Francisco José Viegas 
(Fonte: Correio da Manhã)

Município de Tarouca assina Contrato de Adjudicação da empreitada de “Construção do Arquivo Jardim Gonçalves”

O Presidente da Câmara Municipal de Tarouca, Mário Ferreira, assinou esta quinta-feira, dia 25 de Agosto, o contrato de adjudicação da empreitada de “Construção do Arquivo Municipal Jardim Gonçalves” em Mondim da Beira, no valor de 461.464,58€.

O imóvel a intervencionar, doado pelo Eng. Jorge Jardim Gonçalves, é um edifício que está ligado à história da povoação e do concelho. A manutenção do imóvel e a sua recuperação será uma forma de preservar a memória das gentes de Tarouca.

Pretende-se que o Arquivo seja um espaço privilegiado do estudo da Ordem de Cister e outros tema relacionados com a história local e nacional, de que existem valiosos exemplos no Concelho de Tarouca.

Fará também parte do Arquivo Municipal o valioso espólio do Professor José Leite de Vasconcelos, insigne filólogo, arqueólogo, etnógrafo de Portugal, natural de Tarouca (freguesia de Ucanha). 
(Fonte: Município de Tarouca)

A lenda do “Castanheiro do Ouro”

Alberto Correia (Antropólogo)

Não longe da cidade de Tarouca que hoje é capital desse território de que o escritor bíblico falaria como se nele corresse leite e mel e ao qual, em jeito de Terra da Promissão deram o título de Vale Encantado, há uma povoação de alegre casario marginando a estrada que recebeu o nome curioso de Castanheiro do Ouro.
Ninguém sabe a razão daquele nome, nem sequer a gente mais velha do lugar, nem o texto de um qualquer cronista faz dele menção em pergaminho.
Corre o nome de geração em geração e é fácil imaginar que vem do tempo da Mourama que foi por ali senhora dos lugares, basta a gente lembrar-se, ali ao lado, de Ardínia.
Diz a lenda, as lendas são sempre textos dourados pelo tempo, que os cristãos se tornaram um dia dominadores destes lugares e que os mouros retiraram à pressa para Sul levando consigo as riquezas de que eram possessores. Mas houve um, cujo nome não sabemos, era mercador e não pôde carregar todo o ouro e pedraria que juntou. E aconteceu que, antes de fugir, escondeu na toca aberta de um velho castanheiro, talvez onde o pica-pau fizera ninho, uma grande bola de ouro. Talvez um dia pudesse ali voltar para a levar. Assim terá pensado o mouro.
O mouro desterrado para o Sul nunca mais pôde voltar àquele lugar.
O castanheiro, esse cresceu. Tinha já mil anos e dava ainda rasas de castanhas.
E foi quando um pastor se aproveitou do tronco esburacado para nele descansar numa tarde de calor, que lá achou a bola de ouro deixada há muito tempo pelo mouro.
Não sabia aquele pastor que a bola de ouro tinha encanto como os brincos e as pulseiras das mourinhas que ficaram encantadas nos outeiros. Nenhuma voz se ouviu para o avisar. E quando o pastor tomou a bola de ouro em suas mãos logo ela em fumo se tornou.
Nunca mais foi o mesmo aquele pastor. Vezes sem conta o pastor contava aquela história e, para fazer crer sua verdade, apontava a mancha negra no tronco esburacado do velho castanheiro. E tanta vez contou o pastor a sua história que o povo do lugar acreditou e deu por nome à sua terra, o nome que para sempre lhe ficou e é ainda, Castanheiro do Ouro.
(Jornal do Centro - 12-02-2011)

Brasão Tarouca

Descrição Simbólica do Brasão

Os montes de verde simbolizam as elevações orográficas do concelho, formados por pequenos maciços;

O castelo de negro simboliza a antiga fortificação, já desaparecida, que se erguia no morro de Alcácima;

As ondadas de prata e azul representam as águas dos rios Varosa e Barosela que banham a cidade de Tarouca;

O cacho de uvas de púrpura e o molho de espigas de trigo de sua cor, simbolizam as produções, base da riqueza e da economia locais;

A coroa mural de prata de cinco torres simboliza a dignidade de cidade que é Tarouca.


Símbolos Heráldicos

Brasão
Escudo de prata, com três montes de verde, o do centro rematado por um castelo de negro, lavrado, aberto e iluminado de ouro, moventes de um contrachefe diminuto de quatro faixetas ondadas de prata e três de azul; acantonados em chefe, cacho de uvas de púrpura, folhado de verde e molho de espigas de trigo de sua cor, atado de verde. Coroa mural de prata de cinco torres. Listel branco, com a legenda a negro: “TAROUCA”.

Bandeira
Gironada de oito peças de verde e branco. Cordão e borlas de prata e verde. Haste e lança de ouro.

SeloNos termos da lei, com legenda: “Câmara Municipal de Tarouca”
(Aviso n.º105/2005, publicado no Diário da República nº135 - III Série, de 15 de Julho de 2005)

Torre e Ponte de Ucanha, Tarouca

Conheça "Dr. José Leite de Vasconcelos Cardoso"

Etnólogo, Filólogo, Arqueólogo, Médico e Poeta


A 7 de Julho de 1858 nasceu Leite de Vasconcelos em Ucanha e viveu durante algum tempo em Mondim da Beira, actualmente freguesias de Tarouca. A fortuna abastada de seus avós paternos, veio a reduzir-se a quase nada quando chegou à posse de seus pais: daí que o moço José Leite, com o exame de instrução primária, um pouco de Latim e de Francês, de Inglês e Italiano, que parentes e padres lhe ensinaram e o que por sua conta aprendeu, houvesse de empregar-se na Câmara de Mondim, de cujo magro ordenado vivia toda a família.
Aos dezassete anos e meio vai para o Porto, onde o esperava, graças a empenhos de seu tio António Leite, o lugar de ajudante de ensino, no Colégio de Santa Catarina, e de amanuense da Secretaria do Liceu. É a expensas deste trabalho de todo o dia, que vai vivendo com os pais e ainda a noite a ocupava no estudo. Completou o curso de medicina no ano de 1886, no Porto, apresentando a Tese sobre o tema - EVOLUÇÃO DA LINGUAGEM, obtendo a distinção que lhe mereceu o prémio Macedo Pinto destinado ao mais distinto estudante.
Foi durante algum tempo Delegado de Saúde no concelho de Cadaval, mas, como tinha grande tendência para problemas de etnologia e filologia foi nomeado conservador da Biblioteca Nacional, abandonando assim a medicina.
Fundou a revista «LUSITANA», onde se encontram expostos os seus trabalhos de etnologia e etnografia. Foi professor no Liceu Central de Lisboa e na Academia de Estudos Livres. Regeu o Curso de Bibliotecário Arquivista. Junto com o seu íntimo amigo Dr. Bernardino Machado, criou o Museu Etnológico de Lisboa (que tem o seu nome) e fundou a revista «ARQUEOLOGO PORTUGUÊS». Apesar de ser formado em Medicina, a sua grande paixão foram as letras.
Em 1901, formou-se em Letras pela Universidade de Paris.
Foi professor de Epigrafia e Arqueologia.
Participou em muitos congressos, principalmente em Atenas, Roma e Cairo.
Nunca se casou. Dedicou toda a sua vida aos estudos, vivendo só com uma criada, um gato e os seus livros.
Escreveu muitas obras, das quais se destacam: «As Maias - Costumes Populares Portugueses»; «A Origem do Povo Português»; «Religiões da Lusitânia»; «Etnografia Portuguesa»; «Ucanha e o seu Pelourinho»; Memórias de Mondim da Beira»; etc.
Ainda estudante, com 24 anos, por 1882, descobria o dialecto mirandês e sobre ele compôs o seu primeiro livro de Filologia, elogiosamente recebido pela crítica nacional e estrangeira. Mereceu esta obra o único prémio pecuniário conferido pela Sociedade de Línguas Românicas de Montpellier(1883). Preocupou-se durante toda a sua vida com a verdadeira identidade do povo, seus usos e costumes; em defender a nossa identidade como nação.
A sua actividade científica só terminaria com a sua morte em 17 de Maio de 1941 em Lisboa no bairro de Campolide.
Comularam-no de honras os mais ilustres nomes das Ciências e das Letras, nacionais e estrangeiros. Agraciaram-no com prémios e distinções, a ele que nada pedia, posto que os tivesse por merecidos. Pertencia a um sem número de sociedades científicas, podendo salientar-se o Instituto de França que lhe conferiu o prestigioso prémio de Raoul Duseigneur.

Crônologia de Tarouca

Cerca de 570 - «basilicae» de Tuentica - (Tarauca - Tarouca)

1057 - Conquista de Tarouca aos Mouros por Fernando Magno de Leão

1140 - Início das obras da Igreja de S. João de Tarouca

1146 - Doação de Gouviães a Paio Cortês, por D. Afonso Henriques

Cerca de 1150 - Abadia Velha - Santa Maria de Salzedas, intervenção de D. Teresa Afonso em favor de eremitas Agostinhos

1152 - Fim da construção da Igreja de S. João de Tarouca

- Doação de Argeriz, a D. Teresa Afonso, por el-Rei D. Afonso Henriques (13 de Abril)

1155 - Doação de Argeriz ao Mosteiro de Salzedas, por D. Teresa Afonso

1163 - Documento da Igreja de S. Pedro de Tarouca

1168 - Fundação de Santa Maria de Salzedas (Argeriz, Novo Mosteiro - 20 de Janeiro)

1169 - Sagração da Igreja de S. João de Tarouca - Bispos do Porto, Viseu e Lamego

1171 - Morte de D. Teresa Afonso

1225 - Sagração do 2º Mosteiro de Salzedas (10 de Outubro)

1227 - D. Abril Peres é nomeado «Tenente Taraucam»

1245 - Posse de Soeiro Bezerra como Tenente de Tarouca

1262 - Carta de Foro a Castro Rei, por D. Afonso III, em Santarém (11 de Dezembro)

1297 - Doação de S. Pedro de Tarouca ao Mosteiro de Salzedas, por D. Dinis

1354 - Morte de D. Pedro, Conde de Barcelos, sepultado em S. João de Tarouca

1372 - D. Fernando doa Tarouca a D. Maria Giroa

1401 - D. João I declara ter comprado Tarouca a D. João de Castro e, doa ao Infante D. Henrique, o Navegador

1499 - D. Manuel faz D. João de Meneses, 1º Conde de Tarouca

1514 - Foral novo de D. Manuel, dado em Lisboa (27 de Fevereiro)

1547 - D. João III confirma D. Duarte de Meneses como 2º Conde de Tarouca

1557 - D. Sebastião confirma o Senhorio de Tarouca a D. Duarte de Meneses (que foi Vice-Rei da Índia)

1710 - D. João Gomes da Silva, 4º conde de Tarouca é o Ministro plenipotenciário de Portugal no Tratado de Utreque

1801 - Criação do Juiz de Fora (27 de Janeiro)

1834 - Extinção dos Mosteiros de Salzedas e S. João de Tarouca

- Extinção do Concelho de Várzea da Serra

- Extinção do Juiz de Fora de Tarouca

1836 - Extinção do Concelho de Ucanha; anexação ao de Mondim

1847 - Adesão à causa Miguelista

1896 - Extinção dos Concelhos de Tarouca e Mondim

1898 - Restauração do Concelho de Tarouca

Tarouca foi elevada à categoria de cidade em 9 de Dezembro de 2004